sábado, 13 de agosto de 2016

Segóvia




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domingo, 24 de julho de 2016

Esplendor do equilíbrio

O equilíbrio francês cheio de sabores
Temos um exemplo neste panorama que vemos aqui. Eu o considero de uma alta categoria. Onde está a beleza do quadro que contemplamos?
Analisem elemento por elemento. A grama é de um verde-esmeralda que nos nossos trópicos não se encontra. No meio da grama, a coisa mais comum do mundo: um caminho inteiramente reto. Bem no fundo, um castelo.
O que tem esse castelo propriamente de maravilhoso? Na fachada, não se vê uma estátua e quase nenhum ornato. Não se nota no castelo nada que deslumbre. Não é uma construção cara; custa preço alto apenas porque é grande, tem muito tijolo, material com que se faz qualquer casa. Entretanto, eu acho que seria um absurdo não reconhecer a isto a nota do equilíbrio, do maravilhoso. Mas qual é o maravilhoso? É o maravilhoso do equilíbrio, da coisa bem pensada, bem estudada, e feita com categoria: aqui está o esplendor do equilíbrio. E é o equilíbrio francês, cheio de toda espécie de sabores.
Observem primeiramente o prédio, depois o resto.
A graça dominando a força
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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Catedral de Notre-Dame de Reims



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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Basílica de Paray-le-Monial


Vejamos os comentários que Plinio Corrêa de Oliveira teceu a respeito da Basílica de Paray-le-Monial.
Quando, ainda moço, comecei a analisar mais detidamente os maravilhosos monumentos góticos da Idade Média, percebi que esse estilo havia atingido um apogeu e ali permanecera. Veio-me ao espírito a questão: o que deveria sucedê-lo? Porque não pode acontecer que o bem dê no mal, que a verdade redunde em erro, ou seja, não é razoável que o acerto até o último ponto de uma determinada linha de beleza produza decadência. Pois esta não é o fruto da fidelidade nem da coerência e, portanto, o supra-sumo não pode ser a véspera do ocaso. Isto se passa com o sol, elemento material, não com as coisas do espírito, como se pode qualificar um estilo artístico engendrado pela alma humana. Pobre sol, tão pequenino, tão apagado, tão vulgar na sua glória esplendorosa quando comparado com qualquer alma humana!”
Às voltas com esse problema, pensei: “De momento não sei resolvê-lo, mas dia virá em que encontrarei a resposta”. E, não raro, as soluções para esses problemas — na aparência insolúveis — são muito simples. Tal se deu quando, em uma de minhas viagens à França, estive na basílica e no convento de Paray-le-Monial, onde Santa Margarida Maria Alacoque recebeu as revelações do Sagrado Coração de Jesus.
Deparei-me com uma linda igreja de estilo
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terça-feira, 17 de maio de 2016

Il Gesù

Edificada em frente à Sede Generalíssima da Companhia de Jesus, a igreja “Il Gesù” é riquíssima em formas e cores. Contemplemos alguns de seus detalhes em companhia  Plinio Correa de Oliveira.
Ao contemplar a famosa Igreja do Gesù, em Roma, dada a propensão que tenho pelas cores, a primeira coisa que me ocorreria seria analisar os mármores que lá estão colocados.
Altar forrado de belos mármores
Em um dos altares laterais, onde está o corpo de Santo Inácio, nota-se a distinção entre duas coisas. No altar propriamente dito, sobretudo nas duas colunas de mármore que se encontram de cada lado da imagem do santo. Cada uma delas é peça monolítica, uma pedra só de baixo até em cima. E esse mármore dá a nota dominante de todo o colorido.
Logo depois dessas colunas há uma faixa de mármore por onde as colunas das extremidades, de certo modo, se encostam à parede. E é um salpicado, um misto da cor de noz com o branco, preparando a transição para o branco total.
Depois existe um grande quadrilátero, dentro do qual se nota uma cor parecida com a das colunas; há uma transição que prepara a passagem para o marrom-cla ro absoluto, através do branco também absoluto. É uma coisa muito bem feita, um jogo de cores entre o marrom e branco muito bem calculado, que se repetem no próprio altar.
Harmonia entre cores e formas
Em cima do arco que serve de dossel para a imagem de Santo Inácio de Loyola, encontram-se alguns anjinhos. E mais acima algumas figuras brancas, são anjos também; e bem acima, a Santíssima Trindade: a glória de Deus, eterna, imutável e absoluta.
O jogo de cores e as formas são muito agradáveis de olhar. Todas as formas são muito definidas, proporcionadas, e fazem do altar uma obra de arte.
O altar é a glorificação de Santo Inácio de Loyola. Mas contém um pensamento sério: por mais elevado que Santo Inácio tenha sido, infinitamente acima dele, portanto em uma outra ordem de coisas, por assim dizer, além do altar, está Deus Nosso Senhor. Deus, ótimo, máximo, que brilha no mais alto da glória. Abaixo d’Ele está um santo, com os braços abertos em uma espécie de êxtase, olhando para o Céu, quer dizer, com o pensamento dele todo voltado para o Criador: Deus e seu servidor.
Vejam a diferença que há entre o servidor de Deus, o santo canonizado pela Igreja, de um lado, e, de outro lado, um simples fiel que reza ajoelhado junto à mesa de Comunhão, à grade que está colocada abaixo do altar. Observem a hierarquia das coisas. A Igreja militante, tendo acima de si a Igreja gloriosa, a qual está toda voltada para Deus e absorta na consideração e na contemplação d’Ele. Um santo é um cidadão, um membro eminente da Igreja gloriosa.
O gesto de Santo Inácio é exclamativo, como quem está em um êxtase e todo absorvido na contemplação do esplendor de Deus, de um lado; de outro lado, nota-se que é um gesto muito harmonioso, muito digno, que não tem nada de demagógico.
Seriedade do altar renascentista
Trata-se de uma peça caracteristicamente renascentista; apesar disso tem uma seriedade que não chega a ser de nenhum modo a seriedade sublime do gótico, mas é uma seriedade real. Os próprios anjinhos não são como os de Bernini; é tudo sério, pensado, bem ordenado, articulado. É o espírito de Santo Inácio de Loyola.
Se este fosse o altar-mor de uma grande igreja, nós diríamos: “Que igreja!” Mas, esse é um altar lateral...
Madonna della Strada
Entre o altar de Santo Inácio e o altar-mor, venera-se a imagem da Madonna della Strada.
Alguém dirá: “Mas não é esquisito que haja um altar entre o de Santo Inácio e o altar-mor? Não se compreenderia melhor que ele estivesse bem junto ao altar-mor?” Onde está Nossa Senhora todo mundo recua. E uma imagem da Santíssima Virgem não pode figurar depois da imagem de um santo. A imagem miraculosa de Madonna della Strada é muito venerada por todos que vão ao Gesù.
É realmente uma muito bonita imagem, muito expressiva, séria, como muito sério é também o Menino Jesus. Nossa Senhora dá vagamente a impressão de ter os trajes de uma imperatriz bizantina; a imagem é Madonna della Strada um tanto orientalizante. E o Menino Jesus está todo vestido, cheio de pudor, diferente dessa mania de apresentar o Divino Infante nu, ou quase nu, como se Nossa Senhora fosse uma Mãe despreocupada e indolente, que não tivesse vontade nem disposição de cobrir o corpo de seu Menino.
O altar de São Francisco Xavier
Em frente ao altar dedicado a Santo Inácio há outro em honra de São Francisco Xavier, o grande apóstolo das nações de raça amarela, que evangelizou uma boa parte do Japão, e morreu numa ilha entre o Japão e a China, olhando para a China, com vontade de chegar lá e de evangelizar aquela nação.
Ele era súdito de Santo Inácio, por quem foi convertido. Mas ele era um tão grande apóstolo que mereceu ser colocado em frente a Santo Inácio, embora do lado esquerdo de quem entra na igreja. Lá está o braço incorrupto de São Francisco Xavier, encastoado em um relicário que muito vagamente toma a forma de um braço com a mão na extremidade. Eu chamo a atenção dos presentes para o lacerado da mão, como também para os dedos, que são finos, delicados, exprimindo assim um feitio de alma especialmente delicado.
Tomem em consideração que São Francisco Xavier foi um grande professor da Universidade de Paris, antes de se tornar jesuíta. Todos os dias em que dava aula, ele encontrava um seu conterrâneo, baixo, de olhos como dois sóis, coruscantes, penetrantes, pobre, malvestido, que se aproximava dele enquanto os alunos lhe prestavam homenagem. São Francisco Xavier era tão homenageado como professor que frequentemente, quando terminava a aula, os alunos — que naquele tempo usavam capas — punham suas capas no chão para que ele ao sair pisasse sobre elas. E Santo Inácio esperava a São Francisco Xavier do lado de fora da porta e perguntava: “Francisco, de que serve isto tudo se perderes a tua própria alma?” Aquilo foi tocando a alma de São Francisco, o qual afinal se converteu e pertenceu ao primeiro grupinho de jesuítas. Depois foi o imenso apóstolo do Oriente, tendo também trabalhado na Índia.

Plinio correa de Oliveira – Extraído de conferências de 4/8/1979 e 11/11/1988
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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Castelo de Caernarfon


O Castelo de Caernarfon localiza-se em Caernarfon, área principal de Gwynedd, no noroeste do País de Gales. Foi construído pelo rei Eduardo I de Inglaterra na sequência da conquista de Gwynedd, em 1283, em posição dominante sobre as margens do rio Seiont. Está classificado como Património Mundial da Humanidade.
Assista ao video.

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sábado, 9 de abril de 2016

Abadia de Monte Cassino

Ordem religiosa de clausura monástica, a Ordem de São Bento, também conhecida como Ordem Beneditina, possui como um de seus embasamentos a prática da convivência comunitária entre seus membros. Composta em 529 para a abadia de Monte Cassino, na Itália, por São Bento de Núrsia, irmão gêmeo de Santa Escolástica, tem como virtudes a pobreza, a castidade, a obediência, o ensino do Evangelho, a oração e o trabalho, além de ser acolhedora, no sentido de hospedar peregrinos e demais viajantes em seus mosteiros.
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quarta-feira, 16 de março de 2016

Catedral de Orvieto

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A “Rainha das Vias”

A Via Ápia acompanhou a história de Roma através dos séculos, sendo o escoadouro das riquezas do comércio e o caminho das tropas em marcha. E, por fim, entrou para os anais da Igreja através de um dramático episódio: o “Quo Vadis”.
“Todos os caminhos levam a Roma”, diz o velho provérbio latino. Com efeito, no apogeu da civilização romana, todo o mundo conhecido convergia, de alguma maneira, para a Cidade Eterna. Dali partiam as legiões conquistadoras, e para lá escoavam os tributos de lugares tão distantes e variados como Judeia, Britânia e Ibéria.
Inovadores e metódicos, os romanos idealizaram diversos meios de manter a unidade dos seus domínios. Um deles foi a construção de inúmeras estradas para ligar a capital às províncias. Nisso revelaram-se excelentes engenheiros, pois muitas delas encontram-se ainda em bom estado, seguras e transitáveis.
Entre estas, a mais famosa é a Via Ápia, também conhecida como Regina Viarum (Rainha das Estradas), que foi de fundamental importância estratégica para a supremacia de Roma nos primórdios da República. Sua construção iniciou-se no ano 312 a.C., por iniciativa de Appius Claudius Cæcus, censor da República e, mais tarde, cônsul. Pertencente a uma das mais antigas famílias patrícias, a Gens Claudia, esse homem perspicaz e empreendedor acabou por legar seu nome para a histórica estrada.
O método utilizado na construção dessa obra-prima de engenharia é até hoje ponto de referência para obras do gênero. Sobre o caminho de terra, colocou-se uma camada de pedras com argamassa. Por cima dessa, assentou-se uma camada de cascalhos. Por fim, para formar uma superfície plana, um calçamento feito de lajes tão bem ajustadas umas às outras que, segundo se dizia, entre muitas delas não se conseguia introduzir a lâmina de uma faca. Para escoamento das águas pluviais, a Via Ápia era soerguida no meio e possuía canais em ambos os lados. Além disso, era protegida por meios-fios.
A “Rainha das Estradas” acompanhou a história de Roma através dos séculos, sendo o escoadouro das riquezas do comércio e o caminho das tropas em marcha, fossem estas contra ou a favor da Cidade Eterna. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela foi intensamente utilizada tanto pelo exército alemão como pelas forças aliadas, em ataques e contra-ataques na disputa pela posse da Península Itálica.
Contudo, a histórica Via passou para os anais da Igreja através de um dramático episódio, conhecido como o Quo Vadis.
A perseguição movida por Nero no primeiro século da Era Cristã havia sido de tal maneira terrível que o próprio São Pedro decidiu evadir-se de Roma. Segundo uma antiga tradição, ele caminhava pela Via Ápia quando, em determinada altura do trajeto, deparou-se com o próprio Jesus Cristo, que vinha em sentido contrário. Atônito, o Pescador de Homens caiu de joelhos diante de seu Mestre e Lhe perguntou:
— Quo vadis Domine? (Para onde vais, Senhor?)
— Vou a Roma, para ser crucificado mais uma vez...
O Príncipe dos Apóstolos compreendeu: ante a fraqueza do discípulo que fugia do martírio, o Divino Mestre dirigia-se a Roma para morrer em seu lugar... Tomado de vergonha e arrependimento, São Pedro retornou à Urbe, onde foi martirizado algum tempo depois.
No local do prodigioso encontro, ergueu-se no século IX uma pequena igreja, conhecida hoje pelo nome de Igreja do Domine Quo Vadis. Ela foi visitada pelo Servo de Deus João Paulo II no ano de 1983.
Assim, as gastas e históricas pedras da Via Ápia são uma perene recordação da fragilidade do ser humano, mesmo quando dotado de um caráter extraordinário, como o do primeiro Pontífice. E são também marco simbólico do extremo de bondade e misericórdia de que o Divino Salvador é capaz, por amor a todos e cada um de nós.
Revista Arautos do Evangelho · Janeiro 2009
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